1. Primeiro acesso
- No servidor, use o atalho Servidor de Exames (Área de Trabalho ou Menu Iniciar). Em outro computador da clínica, abra no navegador
https://IP-DO-SERVIDOR:8786. - O navegador avisa que o certificado não é reconhecido: é o certificado próprio do servidor. Clique em Avançado → Continuar. Isso só acontece na primeira vez em cada computador.
- Entre com o usuário admin e a senha inicial mostrada no fim da instalação.
- Vá em Minha conta e troque a senha. A senha inicial deixa de valer.
Perdeu a senha inicial? Ela fica em C:\ProgramData\ServidorXSTD\ACESSO.txt até ser trocada. Abra com o Bloco de Notas como administrador.
2. Usuários
Em Administração → Usuários, crie uma conta para cada pessoa.
- Usuário (consulta): busca pacientes, abre, desenha, baixa e importa exames.
- Administrador: também cria contas, troca senhas, desativa pessoas, corrige dados de exames, escolhe as pastas vigiadas e atualiza o servidor.
Desativar uma conta ou trocar a senha dela encerra na hora as sessões abertas daquela pessoa. O Registro de acessos mostra quem entrou, de onde, e quais exames abriu, baixou ou editou.
3. Pastas de exames
Em Administração → Pastas vigiadas, informe o caminho completo da pasta onde ficam os exames no servidor (exemplo: E:\ImageRoot) e clique em Adicionar pasta. A cada minuto o servidor procura arquivos .xstd e .xoran nela e nas subpastas e cadastra os novos. Os arquivos originais não são copiados, movidos nem alterados.
Um exame novo entra assim que o aparelho termina de gravá-lo: o servidor espera o arquivo ficar com o mesmo tamanho em duas conferências seguidas (cerca de 1 a 2 minutos depois de pronto), para nunca cadastrar um exame pela metade. Exames recém-chegados são conferidos de novo em toda varredura, e uma vez por hora todas as pastas são relidas inteiras. Um arquivo com problema não trava os outros.
Cada pasta mostra a última varredura, quantos exames tem, quantos estão aguardando terminar a gravação e se algum deu erro. O botão Registro de varredura lista os exames que entraram, os arquivos aguardando ou com erro (com o motivo) e quando uma pasta ficou sem acesso ou voltou.
Também é possível enviar arquivos pela aba Arquivos → Importar arquivos.
Pasta em outro computador da rede
O servidor roda como conta Sistema do Windows: ele não enxerga as letras das unidades mapeadas (Z:, Y:…) nem usa a senha de quem está logado. Ele lê, porém, o mapeamento de quem usa o computador: no Procurar… aparecem as Unidades de rede mapeadas com o caminho de rede ao lado, e digitar Z:\Exames também funciona — o servidor troca a letra pelo caminho de rede. A pasta do outro computador precisa de um usuário e senha daquele computador:
- No outro computador, clique com o botão direito na pasta dos exames → Propriedades → Compartilhamento → Compartilhamento avançado → marque Compartilhar a pasta e anote o nome (exemplo:
Exames). Em Permissões, deixe Leitura para o usuário que o servidor vai usar. - Esse usuário precisa ter senha (o Windows bloqueia acesso pela rede de contas sem senha). Pode ser a conta de quem usa o computador ou uma conta só para isso (exemplo:
clinica). Conta Microsoft funciona com o e-mail e a senha dela. - Descubra o nome do outro computador (Configurações → Sistema → Sobre) ou o IP dele.
- No servidor, em Administração → Pastas vigiadas, digite
\\NOME-DO-COMPUTADOR\Exames(ou\\192.168.0.20\Exames). Aparecem os campos Usuário do outro computador (exemplo:RECEPCAO\clinica) e Senha. Clique em Adicionar pasta.
Se algo estiver errado, a mensagem diz o motivo (senha incorreta, compartilhamento não encontrado, sem permissão). A senha fica guardada cifrada pelo Windows, só neste servidor, e é apagada ao remover a última pasta daquele computador. Se o outro computador estiver desligado, a pasta aparece como indisponível e volta sozinha quando ele ligar.
A senha é pedida uma vez por computador: outras pastas do mesmo computador (pelo nome ou pelo IP) usam a senha guardada — deixe usuário e senha em branco. No Procurar…, os computadores com senha guardada aparecem com 🔑.
Para várias pastas do mesmo computador, use sempre o mesmo usuário. O outro computador precisa ficar ligado para os exames novos entrarem; os já cadastrados só abrem enquanto ele estiver acessível, porque o servidor lê o arquivo original.
4. Pacientes
A aba Pacientes lista os exames com nome, nascimento, prontuário e data, lidos do próprio arquivo. Busque por:
- Nome: parte do nome, sem diferenciar acentos e maiúsculas.
- Prontuário / ID: procura nos dois números gravados no exame.
- Data do exame: de / até.
Se algum dado vier errado, o administrador corrige em Editar.
5. Abrir um exame
Clique em Abrir. O sistema pergunta como abrir:
- Pelo servidor: começa na hora e funciona em qualquer aparelho, inclusive celular. Cada corte é montado pelo servidor.
- Neste computador: baixa o exame uma vez (10 a 15 MB) e monta tudo no próprio computador. A rolagem fica instantânea. Precisa de memória livre (o diálogo mostra quanto: em geral 400 a 700 MB).
O diálogo marca a opção Recomendada e diz o motivo: compara a memória do computador com o tamanho do exame e mede a rede. Computador com pouca memória ou celular → Pelo servidor; memória de sobra ou rede lenta (acesso de fora) → Neste computador. Se a escolha lembrada for "Neste computador" e um exame grande não couber na memória, ele abre pelo servidor sozinho.
Marque Lembrar a escolha para não perguntar mais naquele computador. Para voltar a perguntar: Minha conta → Perguntar de novo ao abrir. O selo ao lado do nome do paciente, no topo, mostra o modo em uso.
6. Visualizador
A tela tem quatro quadros: Volume 3D (em cima à esquerda), Axial (em cima à direita), Sagital e Coronal (embaixo). O nome do paciente aparece no topo de cada quadro, fora da imagem.
- Trocar de corte: rodinha do mouse sobre o quadro (um corte por clique) ou a barra vertical à direita da imagem. Ao lado aparecem o número do corte e a posição em mm.
- Linhas de referência: cada linha é a posição de outro corte. Arraste a linha para movê-lo: no coronal, a horizontal move o axial e a vertical move o sagital; no axial, a horizontal move o coronal e a vertical o sagital; no sagital, a horizontal move o axial e a vertical o coronal. Pegando no cruzamento, as duas se movem juntas. O cursor muda ao passar sobre uma linha.
- Ferramenta Referência: clique em qualquer ponto de uma imagem para posicionar as outras vistas ali.
- Espessura (mm) no topo de cada quadro: junta vários cortes em MIP, Média ou MinIP. 0,4 mm é um corte só.
- Filtro de cada quadro: Suavizar, Nitidez, Mediana ou Bordas.
- Contraste: campos Centro e Largura no topo, a ferramenta Contraste (arrastar) ou as setas do teclado.
- Layouts: 2×2, 1+3, 1 vista e Só 3D. Duplo clique amplia uma vista; para voltar, o botão ⤡ Voltar às 4 vistas no alto da vista ampliada ou a tecla Esc. Caber na tela ajusta tudo à janela; Tamanho das imagens regula manualmente.
7. Ferramentas e atalhos
A barra de ícones fica à esquerda. Passe o mouse sobre um ícone para ver o nome e a tecla de atalho.
| Tecla | Ferramenta |
|---|---|
| C | Referência (posiciona as vistas) |
| S | Rolar cortes arrastando |
| P | Mover a imagem |
| Z | Zoom (Ctrl+rodinha também) |
| W | Contraste (janela/nível) |
| M / A | Régua / Ângulo |
| E / T | Seta / Texto |
| B / X | Caneta / Borracha |
| N | Curva da panorâmica (Enter gera) |
| I, R, H, V | Inverter, Girar, Espelhar horizontal e vertical |
| Ctrl+0 / Ctrl+S | Ajustar / Salvar PNG da vista |
| Ctrl+Z / Delete | Desfazer / Limpar desenhos |
| G / K | Salvar desenhos / Copiar o MPR inteiro |
| F / Esc | Tela cheia / Restaurar a vista |
Botões do mouse: esquerdo usa a ferramenta ativa, o do meio move e o direito dá zoom (configurável em Configurações).
8. Volume 3D e filtros
- Arraste para girar, rodinha para zoom, botão direito para mover. As barras laterais são Limiar (esquerda) e Opacidade (direita).
- Filtros (galeria abaixo da imagem): Osso, Raio-X, Dentes, Superfície, Osso e tecido e MIP. Um clique aplica.
- + Importar .flt: carrega filtros 3D no formato do eVolDX. O filtro importado fica guardado no servidor e aparece para todos. Quem importou ou um administrador pode removê-lo (×).
- Ajustes do 3D: modo, filtro do volume (suavizar, mediana, nitidez, preencher falhas, remover ruído fino), limiar superior, recortes frontal/lateral/superior, vistas prontas e PNG 3D.
As densidades em HU do 3D são estimadas pelo próprio exame (ar e tecido mole); o arquivo XSTD não traz HU calibrado.
9. Panorâmica e mosaico
Panorâmica: escolha a ferramenta (N), clique os pontos do arco dentário no axial e aperte Enter (ou duplo clique). Ajuste espessura, modo e deslocamento. Clique na panorâmica para ver o corte transversal naquele ponto.
Mosaico (botão no topo): mostra vários cortes do plano escolhido lado a lado. Escolha o plano, quantos quadros e de quanto em quanto (mm). A rodinha avança, Shift+rodinha avança uma página e um clique abre o corte no visualizador.
10. Desenhos, medidas e cópias
- Régua e ângulo medem em mm e graus, usando o tamanho do voxel gravado no exame (0,4 mm nos exames atuais).
- Caneta: risque à mão livre. Se terminar perto do início, o contorno fecha, fica colorido sobre a imagem e mostra a área em mm². A cor fica no topo.
- Borracha: clique num desenho para apagá-lo. Ctrl+Z desfaz.
- Salvar desenhos (G): grava no servidor; reaparecem para qualquer usuário ao abrir o exame.
- Copiar (em cada quadro) ou Copiar MPR (K): copia a imagem para colar com Ctrl+V num documento.
Avaliação dirigida — TC dos seios da face
O botão Avaliação dirigida (no topo do visualizador) abre, ao lado das imagens, a lista de pontos críticos do protocolo: septo, complexo ostiomeatal, variantes anatômicas, lâmina papirácea, artéria etmoidal anterior, Keros, célula de Onodi, seio esfenoidal/carótida, nervo óptico, velamento (Lund-Mackay) e origem odontogênica, na ordem cirúrgica.
- Para cada ponto (direito e esquerdo em separado) escolha 🟢 Normal, 🟡 Atenção ou 🔴 Crítico. O critério de cada nível aparece ao passar o mouse e depois de escolher. Em "Como avaliar" há a dica de onde olhar; o lembrete do ponto fica em vermelho.
- No Lund-Mackay, dê a nota de cada seio (0, 1 ou 2; complexo ostiomeatal 0 ou 2). O total (0–24) é somado sozinho.
- Marcar na imagem: clique no botão e depois no local do achado em qualquer vista (Esc cancela). O local fica marcado com um círculo numerado na cor da classificação, visível também nos outros planos, e uma miniatura vai para o relatório. Ir para volta àquele corte.
- Tudo é salvo sozinho no servidor. O topo mostra quantas respostas faltam e quais pontos estão pendentes.
- Relatório: pontos críticos com os lembretes, pendências, tabela com classificação, critério, observação e imagem. Imprima (ou salve em PDF) ou baixe em HTML. Copiar resumo copia o texto para colar no laudo.
- Pré-preencher com IA (quando a IA-SEIOS-TC está instalada neste servidor): a IA sugere velamento e níveis; cada sugestão fica marcada IA até você clicar em Confirmar ou corrigir.
- O administrador edita os pontos, critérios e lembretes em Administração → Protocolo de avaliação dirigida, ou volta ao padrão.
É um roteiro de apoio ao ensino: o programa não detecta achados sozinho e não substitui o laudo. O lado direito/esquerdo é o escolhido pelo avaliador.
Comparar dois exames (antes × agora)
No visualizador, botão Comparar…: escolha outro exame (os do mesmo paciente aparecem primeiro; dá para procurar por nome). A tela divide: atual à esquerda e anterior à direita, cada lado com nome · idade no exame · data. O corte, o zoom e a posição andam juntos.
- Vista: axial, coronal ou sagital. W/L: contraste só do exame anterior.
- Modo: Lado a lado; Sobrepor (o anterior por cima, com transparência); Cores (antes em magenta, agora em verde: o que não mudou fica cinza, o que mudou aparece colorido); Cortina (metade antes, metade agora, com a linha ajustável).
- Alinhar por pontos: o paciente nunca deita igual duas vezes. Clique um ponto anatômico no atual (crista galli, espinha nasal, óstio…) e o mesmo ponto no anterior (a rodinha no anterior muda só o corte dele); repita em 3 ou mais pontos espalhados e clique Calcular alinhamento. O erro médio aparece em mm; o alinhamento fica salvo para esse par de exames.
Modelos de contraste de referência
Na lista Modelos de contraste, o grupo Referência (sistema) traz modelos fixos em HU, convertidos para cada exame (DICOM ou XSTD): Seios da face (osso) W 2500/L 400, Partes moles W 400/L 40, Mucosa × ar W 1600/L −300, Osso cortical W 2000/L 600, Dentes e implantes W 4000/L 1000. Eles não podem ser apagados; os seus ficam em Salvos. Qualquer um pode virar o ☆ Padrão.
Exportar DICOM 3.0 para uma pasta
No visualizador, botão Exportar DICOM (barra de cima). Escolha a pasta de destino (no computador ou num pen drive): é criada a pasta “Nome do Paciente - dd-mm-aaaa” no padrão de mídia DICOM 3.0 (como um CD de exame), que qualquer visualizador DICOM abre:
DICOMDIRna raiz (o índice do exame) e as imagens emPT000000/ST000000/SE00000x/IM00000x;- a série completa, com o contraste atual da vista axial gravado em cada imagem (Window Center/Width) — outros programas abrem já com esse contraste;
- uma série extra com uma imagem por vista, com os desenhos, medidas e marcações como estão na tela, no mesmo estudo do paciente.
Se faltar no arquivo original algum campo que o padrão de mídia exige (número da série, da imagem, prontuário…), só a cópia exportada recebe um valor padrão; o exame no servidor não muda.
Mudou algo depois? Exporte de novo para a mesma pasta: os arquivos são regravados com as modificações. No celular e no app Android (sem escolha de pasta), o resultado vem num ZIP.
Exames XSTD: o contraste em HU é estimado pelo histograma (o XSTD não grava HU), como na conversão para DICOM.
Planejamento dos seios da face
No visualizador, botão Planejamento (barra de cima). O painel abre à esquerda e tudo o que você marcar fica salvo no exame, para todos os usuários, em XSTD e em DICOM.
- Ponto: escolha o nome (óstio do seio maxilar, recesso frontal, artéria etmoidal…) e o lado, clique em Marcar e clique na vista. Ele aparece nas três vistas (forte no corte dele, apagado nos cortes vizinhos) e no 3D.
- Caminho: clique em Desenhar, clique o primeiro ponto, mude de corte com a rodinha e clique o próximo; Enter conclui, Backspace desfaz o último ponto, Esc cancela. Mostra o comprimento em mm e, em cada vista, onde o caminho atravessa o corte. Percorrer anda pelas vistas ao longo do caminho.
- Região — seio: clique no ar dentro do seio (parte escura). O seio é preenchido em 3D, pintado por dentro e contornado em todas as vistas, com o volume em mL. Passagens estreitas (como o óstio) são cortadas para o preenchimento não escapar; se o aviso disser que encostou no limite, clique mais para dentro ou diminua o raio.
- Região — osso: clique sobre o osso. Pega o osso ligado ao clique dentro do raio. Os ossos da face são emendados, então o programa não separa sozinho “só a maxila” ou “só o esfenoide”: ajuste o raio e confira os limites.
- Em cada marcação: cor, nome, lado, observação, Ir para, Ocultar e o botão vermelho 🗑 para apagar (o botão pede “Confirmar?”; o segundo clique apaga de vez, sem desfazer). Apagar todas limpa o exame do mesmo jeito.
Septo nasal (também no item Septo da avaliação dirigida)
Traçar septo: aperte ✏ Coronal e passe a caneta sobre o septo no coronal (de cima para baixo); aperte ✏ Axial e passe a caneta no axial (de frente para trás) — em qualquer ordem, e apertar de novo refaz o traço. Enquanto traça, clicar nas imagens não move as linhas de referência. Clique Finalizar para colorir. O septo inteiro fica colorido em todos os cortes e no 3D, com o desvio máximo em mm e o lado (no XSTD o lado é presumido). Ir ao maior desvio leva os cortes até ele; Retraçar substitui o anterior.
O preenchimento segue só o cinza do septo: a espessura do septo é medida no próprio exame, e onde ele encosta numa concha, no assoalho ou no teto, só a faixa do septo é pintada (a concha, o assoalho e o teto ficam de fora). O desvio é medido no corpo do septo, sem as bordas onde ele encontra o esfenoide, o teto e o assoalho. Pode sobrar uma pequena falha nesses encontros — é preferível a pintar outra estrutura.
Ver uma região sozinha em 3D e STL
Em qualquer região colorida (septo, seio, osso): Ver em 3D abre só ela, para girar e salvar em PNG; STL baixa o modelo 3D em milímetros (impressão 3D e programas de planejamento).
Vias aéreas superiores — da narina à hipofaringe
Aperte Analisar via aérea (1 clique) e clique no ar da faringe (ou do nariz) em qualquer vista. Em alguns segundos a via inteira é reconstruída em 3D: cavidade nasal direita e esquerda (da narina às coanas), nasofaringe, orofaringe e, se a ponta da epiglote for marcada, hipofaringe. Os seios paranasais ficam de fora (o programa corta no óstio) e o ar de fora do rosto é cortado na narina.
O cartão mostra o volume total e de cada segmento, o MCSA da faringe (área mínima perpendicular à linha central, como o ITK/Dolphin), a menor área nasal (corte coronal, direita + esquerda, geralmente na válvula nasal), dois gráficos (faringe por altura; nariz da narina às coanas) e o mapa de calor nas vistas e no 3D (vermelho = mais estreito, azul = mais largo; nariz e faringe têm escalas próprias).
Marcos: o septo (divide direita e esquerda) e a PNS com o plano palatino (divide cavidade nasal, nasofaringe e orofaringe; abaixo do palato e à frente da PNS é boca e fica fora) saem automáticos. Para corrigir, ponha o cruzamento das linhas no ponto certo e aperte: PNS aqui (no sagital, na espinha nasal posterior), Ponta da epiglote aqui (separa orofaringe e hipofaringe) e Limite inferior aqui (fim da via, por exemplo a base da epiglote ou C4). Marcos automáticos desfaz.
A hipofaringe só existe se o exame chegar até ela: muitas tomografias de seios da face terminam logo abaixo do palato.
Cefalometria do ronco e da apneia
No painel, em Cefalometria do ronco e da apneia, aperte Marcar ao lado de cada ponto e clique nele numa vista (de preferência no sagital médio): S (sela), N (násio), A, B, PNS, P (ponta do palato mole), Go (gônio), Me (mento), H (hioide) e C3. Se a via aérea já foi analisada, Usar a PNS da via aérea aproveita a PNS encontrada. As medidas saem sozinhas, com a referência ao lado: SNA, SNB, ANB, SN·GoMe, PNS-P (comprimento do palato mole), MP-H (hioide ao plano mandibular), H-C3, e — usando a via aérea segmentada — PAS (espaço aéreo na linha Go-B) e SPAS (atrás do palato mole). Valores fora de um desvio no sentido de risco aparecem em laranja com ↑ ou ↓.
Na literatura, MP-H aumentado e PAS/SPAS reduzidos são os achados mais consistentes na apneia; SNA e SNB têm suporte mais fraco. As referências (Riley 1983 e controles da revisão de Neelapu 2017) são de população e variam com sexo e etnia: use como orientação, junto com a polissonografia, nunca como diagnóstico. Ângulos e distâncias são medidos na projeção sagital, como na telerradiografia lateral.
Ferramenta de apoio, ainda não validada contra o Dolphin: confira o ponto crítico nas vistas. A posição da língua, a deglutição e a postura da cabeça na aquisição mudam muito os números.
XSTD não traz HU calibrado: o “ar” e o “osso” usam o HU estimado pelo histograma do exame. Em DICOM, o HU do próprio arquivo. Confira sempre o resultado nas vistas.
DICOM e PACS
O servidor é também um PACS DICOM 3.0: recebe exames de tomógrafos e outros programas, responde a consultas e entrega exames. Exames DICOM entram na lista de pacientes com origem DICOM e abrem no visualizador com o HU e o espaçamento reais do arquivo.
Ligar e desligar formatos
Em Administração → Formatos de exame escolha se o servidor usa XSTD, DICOM ou os dois (o padrão). Ao desligar um formato, os exames dele somem da lista, as pastas vigiadas param de cadastrar arquivos desse tipo e novas importações dele são recusadas. Desligar o DICOM também desliga o serviço DICOM da rede, a aba PACS e os botões Enviar e DICOM. Desligar o XSTD faz os outros programas deixarem de ver esses exames como DICOM. Nada é apagado: ao religar, tudo volta.
Configurar (administrador)
- Administração → DICOM: o serviço vem ligado com AE Title
SERVIDORXSTDe porta11112. A tela mostra o IP a informar nos outros programas. - Em Nós DICOM, cadastre cada equipamento ou programa que vai conversar com o servidor (nome, AE Title, IP e porta) e clique em Testar. Por segurança, só nós cadastrados podem se conectar.
- No outro equipamento, cadastre este servidor com o AE Title, IP e porta mostrados.
Usar
- Receber: o tomógrafo ou outro programa envia (C-STORE) e o exame aparece na lista. Também dá para importar arquivos
.dcmou um ZIP com DICOM na aba Arquivos, ou colocar uma pasta DICOM nas pastas vigiadas. - Consultar outro PACS: aba PACS, escolha o servidor, busque por nome, ID, data ou modalidade e clique em Trazer para este servidor.
- Enviar: botão Enviar na lista de pacientes manda o exame para um nó cadastrado.
- Exames XSTD em outros programas: o eVolDX e outros visualizadores podem consultar este servidor e baixar os exames XSTD já convertidos em DICOM (CT). O link DICOM na lista baixa a conversão em ZIP.
Na conversão de XSTD para DICOM, o HU é estimado pelo histograma (o arquivo XSTD não traz HU calibrado); isso fica registrado nas imagens.
Fotos, PDF, vídeos e o Conversor DICOM
Anexar ao exame do paciente
Na lista de pacientes, clique em Anexar no exame e escolha fotos (JPEG, PNG, BMP, TIFF, WebP), PDF ou vídeos. Cada arquivo vira DICOM com os dados do paciente e entra no mesmo estudo do exame: aparece na lista como Foto, Documento PDF ou Vídeo, abre com Abrir e vai junto quando outro programa consulta ou recebe o estudo pelo DICOM.
- Fotos JPEG entram sem perder qualidade; fotos giradas pelo celular são endireitadas. Os dados extras da foto (como localização GPS) são retirados.
- Vídeos MP4 ou MOV gravados em H.264 (até 1080p) ou HEVC entram como estão. Outros formatos (AVI, WMV, MKV, 4K em H.264) precisam do programa gratuito FFmpeg instalado no servidor (
winget install Gyan.FFmpeg --scope machine, ou o arquivoffmpeg.exeemC:\ProgramData\ServidorXSTD). - Limite: 1 GB por arquivo. Exige o formato DICOM ligado.
Conversor DICOM (programa separado)
Atalho Conversor DICOM no Menu Iniciar e na Área de Trabalho do servidor. Para usar em outro computador, baixe Conversor-DICOM-versão.zip na página de versões e descompacte; não precisa instalar.
- Fotos, PDF e vídeos → DICOM: escolha os arquivos, preencha nome, prontuário, nascimento e data e clique em Converter. Os arquivos
.dcmficam numa pasta com o nome do paciente; marque Enviar para mandar direto a um servidor DICOM (por exemplo este servidor: AESERVIDORXSTD, porta11112; cadastre o AE do conversor como nó DICOM). - Tomografia DICOM → XSTD: escolha a pasta ou o ZIP com a tomografia; a série com mais cortes vira um arquivo
.xstd(voxel igual nos três eixos, valores em HU + 1024).
O XSTD gerado abre neste servidor e no modo “Neste computador”. A compatibilidade com o programa da Xoran não pôde ser testada: confira com um exame antes de usar na rotina.
App Android (tablet e celular)
- Baixe o Exames.apk na página de versões do servidor (ou receba o arquivo) e abra no aparelho. Se o Android pedir, permita instalar apps desta fonte.
- Na primeira abertura, digite o endereço do servidor: na clínica
https://IP-DO-SERVIDOR:8786; de fora, o endereço Tailscale (o aparelho precisa estar com o Tailscale ligado). - O app mostra a impressão digital do certificado. Compare com a que aparece em Administração → Endereços de acesso e confirme. Depois disso o app só aceita aquele servidor.
- Entre com seu usuário e senha, como no computador.
- Toque: um dedo usa a ferramenta ativa; pinça dá zoom e dois dedos movem a imagem (também no 3D).
- Em telas pequenas aparece uma vista por vez; troque em Vista no topo.
- Downloads e imagens copiadas vão para a pasta Downloads do aparelho.
- Para usar outro servidor: Minha conta → Trocar o servidor do app.
11. Acesso a distância
O acesso de fora da clínica é feito pelo Tailscale, uma rede privada e criptografada. Funciona mesmo sem IP fixo na clínica e sem abrir portas no roteador.
- No servidor: instale o Tailscale (tailscale.com/download), entre com a conta da clínica e, no ícone perto do relógio, ative Run unattended.
- No aparelho de fora (casa, notebook, celular): instale o Tailscale e entre com a mesma conta.
- O endereço de acesso aparece em Administração → Endereços de acesso, por exemplo
https://servidor.xxxx.ts.net:8786.
Nunca redirecione a porta do servidor no roteador. No painel do Tailscale, remova aparelhos perdidos ou que não são mais usados.
12. Atualizar o servidor
Em Administração → Atualização do servidor, clique em Verificar atualização. Se houver versão nova, clique em Baixar e instalar. O servidor baixa o instalador, confere a assinatura digital, instala e volta sozinho em alguns segundos. Todos precisam entrar de novo depois.
O servidor nunca se atualiza sozinho. Se algo der errado, o registro fica em C:\ProgramData\ServidorXSTD\atualizacao.log.
Também é possível atualizar rodando um instalador novo no servidor e clicando em Atualizar. Usuários, exames e configurações são mantidos.
13. Cópia de segurança
Tudo fica em C:\ProgramData\ServidorXSTD:
catalogo.sqlite: usuários, pacientes, desenhos, filtros e registro de acessos;arquivos\: exames enviados pela tela de importação;certificado.pemechave.pem: certificado do servidor;config.json: porta e opções.
Copie essa pasta inteira para um disco externo com frequência (como administrador). Os exames das pastas vigiadas ficam onde já estavam e precisam do backup próprio.
14. Problemas comuns
- O navegador diz "conexão não é particular".
- É o certificado próprio do servidor. Avançado → Continuar.
- Outro computador da clínica não abre o endereço.
- Confira o IP em Administração → Endereços de acesso e se os dois estão na mesma rede. O firewall do servidor só libera redes privadas e o Tailscale.
- "Muitas tentativas. Aguarde um minuto."
- Senha errada várias vezes seguidas; espere um minuto.
- O exame não aparece na lista.
- Confira se a pasta vigiada está "Disponível" e clique em Procurar agora.
- "Neste computador" não abriu.
- Falta memória; o sistema abre pelo servidor automaticamente.
- O servidor parou.
- Ele volta sozinho em até 5 minutos. Para forçar, reinicie o computador. Erros ficam em
servidor-erros.logna pasta de dados.
15. Limites e cuidados
- Programa de visualização e arquivo; não é validado para diagnóstico. Densidade em HU é estimada e a marcação direita/esquerda não foi calibrada.
- As medidas usam o voxel gravado no exame; confira medidas críticas no software do equipamento.
- Exames são dados de saúde (LGPD): cada pessoa deve ter o próprio usuário, e não se deve baixar exames em computadores compartilhados.